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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Indicação de livro


"Eis um pequeno fato:
Você vai morrer."

É uma verdade irrevogável, mas uma pessoa é mestre em escapar do colo suave da Morte. Seu nome é Liesel Meminger, a roubadora de livros que provou à propria Morte o quanto ela e a existencia dela valiam a pena.
Você tem tempo para uma história narrada pela própria morte?
Caso tenha, posso adiantar-lhes que a história se passa na Alemanha Nazista. Liesel, mesmo com uma nova família, ainda costuma ter pesadelos com a morte do irmão e sentir falta da mãe que, por ser comunista, “simplesmente desapareceu ” durante o regime Hitlerista. Mas mesmo assim, ela viveu momentos felizes com seu melhor amigo, seu “pai” e, como não poderia faltar, Max, um judeu, que vivia escondido no porão da casa dos Hubermann (a nova família de Liesel).

Imagine sorrir depois de levar um tapa na cara. Agora, imagine fazê-lo 24 horas por dia. Era essa a tarefa de esconder um judeu

Qualquer coisa era melhor do que ser um judeu na Alemanha. Max procura a ajuda de Hans e acaba construindo uma sólida amizade com Liesel. Aos poucos ela nota que há muitas semelhanças entre eles. Já imaginou isso? Semelhanças entre um judeu fugitivo e uma alemã orfã? Pois é, semelhanças descritas pela Morte nas 478 páginas do livro que eu não me atreveria contar aqui. Mas ao terminar, é possível perceber que, naquela mesma Alemanha Nazista onde todos que eram “inferiores” a Raça Ariana eram perseguidos e assassinados, viveram também crianças órfãs que tentaram ser felizes em seu novo lar. Mas isso não importava para Herr Fuher. Qual era a importância dessa ralé para a ascensão da Alemanha? Nenhuma. No final das contas, diante das atrocidades presentes em uma guerra, a Morte parece ser uma agradável companhia...

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